terça-feira, 19 de novembro de 2013

Simulação da Nasa mostra Marte jovem e com oceanos

A Nasa divulgou na quarta-feira uma simulação que mostra o planeta vermelho quando ele era jovem. Os cientistas acreditam que há bilhões de anos Marte era bem diferente do que é hoje, com uma densa atmosfera que era quente o suficiente para manter oceanos de água líquida - um ingrediente essencial para a vida como conhecemos. 

O vídeo mostra a passagem desses bilhões de anos, quando a água seca, o planeta se torna frio e a atmosfera perde seu azul. Não se sabe se Marte teve água líquida tempo o suficiente para desenvolver vida. Não se tem certeza também qual foi o motivo para essa mudança drástica no planeta. 

A nova sonda da agência, a Maven, que será lançada ainda este mês, irá investigar a mudança no clima de Marte.

Veja mais em: http://www.astronews.com.br/WebSite/index.php?Page=NewsDetail&Id=1679

Veja o vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=sKPrwY0Ycno

Fonte: Astronews - Notícias de Astronomia

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Astrônomos descobrem novo 'sistema solar' com sete planetas

Imagem: Divulgação
Astrônomos descobriram um raro sistema planetário com um número de planetas que se assemelha ao do nosso Sistema Solar. Dois times diferentes de pesquisadores apontaram para a recente descoberta de um sétimo planeta ao redor da estrela anã KIC 11442793.

O sistema tem similaridades com o nosso Sistema Solar - que tem oito planetas -, mas todos os sete planetas orbitam muito mais próximos de sua estrela, que está localizada a cerca de 2.500 anos-luz da Terra.

O novo 'sistema solar' foi descrito em dois estudos colocados no Arxiv.org, um arquivo eletrônico para artigos científicos que ainda não foram publicados em um periódico cientifico.

Semelhanças

Todos os sete planetas estão bem mais próximo de sua estrela mãe em comparação com as distâncias dos planetas do Sistema Solar. Na verdade, todos caberiam dentro da distância entra a Terra e o Sol - mostrando um espaço bastante "lotado".

"Esta é uma das razões pelas quais eles são fáceis de ver, porque quanto mais perto eles estão de seu sol, mais frequentemente ele giram ao seu redor", disse Simpson.

O novo planeta é o quinto mais distante de sua estrela mãe e leva quase 125 dias para completar uma órbita.

Com um raio 2,8 vezes maior que o da Terra, ele faz parte de um grupo que inclui dois planetas com praticamente o mesmo porte da Terra, três "super-Terras" e dois corpos maiores.

"De certa forma, ele realmente se parece com o nosso Sistema Solar, com todos os pequenos planetas no interior e os grandes planetas na parte de fora. E isso não é necessariamente o que vemos normalmente", disse o coautor Robert Simpson, da Universidade de Oxford.

Acredita-se que outra estrela, a HD 10180, tenha sete ou nove sinais planetários. Um sol distante chamado GJ 887C também pode ter uma família de sete planetas.


Fonte: UOL Notícias: 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Resto de cometa que explodiu há 28 milhões de anos é achado na Terra


Uma equipe de cientistas sul-africanos identificou pela primeira vez vestígios de um cometa que explodiu sobre o Egito ao entrar na atmosfera há 28 milhões de anos, informou a Universidade de Witwatersrand (Wits), em Johanesburgo.

Além de destruir toda forma de vida ao redor da região de impacto, a explosão causou um aumento da temperatura da areia até os 2.000 graus Celsius (°C), o que provocou a formação de uma quantidade impressionante de cristal de silício amarelo, disperso em 6.000 quilômetros quadrados pelo Saara, destacou a instituição.

Graças ao estudo de uma pedrinha preta misteriosa, encontrada em 1996 por um geólogo egípcio no interior de um pedaço de cristal de silício, a equipe de cientistas de Wits está convencida de ter encontrado "o primeiro exemplar conhecido do núcleo de um cometa, e não só um tipo pouco comum de meteorito".

Trata-se da "primeira prova de um cometa que entrou na atmosfera terrestre e explodiu", destacou a Universidade, indicando que a pedrinha de 30 gramas tinha um "componente extraterrestre".

"Contém 65% de carbono, enquanto os meteoritos contêm apenas 3% de carbono", explicou o catedrático Jan Krammers, do departamento de Geologia da Universidade de Wits.

A explosão também deu origem a diamantes microscópicos. Os diamantes se formam quando o carbono é submetido a temperatura e pressão extremas.

Os cometas, que são bolas de gelo misturadas com poeira cósmica, "visitam sempre nossos céus", explicou o professor David Block, citado no comunicado de Wits, onde chefia o laboratório de poeira cósmica. Mas nunca antes na história "tinha sido encontrado um cometa sobre a Terra".

Até o momento só tinha sido identificada poeira rica em carbono no gelo do Ártico ou partículas de poeira microscópicas na alta atmosfera. 

"A Nasa [Agência Espacial Norte-American] e a ESA [Agência Espacial Europeia] gastaram bilhões de dólares para recolher alguns miligramas de material de cometa na Terra e agora temos um enfoque novo (...) para estudar este material sem gastar bilhões de dólares para buscá-lo", ironizou Kramers.

"Os cometas contêm a chave que permite compreender a formação do nosso Sistema Solar, e esta descoberta nos oferece uma ocasião sem precedentes para estudar o material dos cometas de primeira mão", destacou Block.

Fonte: UOL Notícias
Imagem: Divulgação.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ações de extensão da UDESC Oeste dão origem a criação da Associação Apontador de Estrelas



No dia 21 de outubro, às 19 horas e 30 minutos, no Auditório do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Chapecó e Região, acontecerá a assembleia de fundação da Associação Apontador de Estrelas.
A criação da Associação Apontador de Estrelas foi a alternativa encontrada pelo Apontador de Estrelas – Grupo de Astronomia do Oeste Catarinense para tornar formal a existência e a atuação deste grupo de pessoas que buscam divulgar a Astronomia e ciências correlatas na região.
O grupo iniciou suas atividades em março de 2012, formado inicialmente por cursistas egressos do curso de extensão Astronomia e Astronáutica para a comunidade, edição de 2011, oferecido pelo campus Oeste da UDESC. Atualmente fazem parte do grupo cursistas egressos da edição de 2012 deste curso e também do curso de extensão Preparação para Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Estes cursos e o grupo de estudos em Astronomia integram o programa de extensão Melhoria da qualidade do ensino/aprendizagem de ciências extas na região oeste de Santa Catarina.
Desde sua criação o grupo tem desenvolvido atividades mensais de estudo da Astronomia, noites de observação do céu e visitas de estudo, tendo ido ao Observatório de Videira/SC, ao Parque Tecnológico Itaipu e Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho – Foz do Iguaçu/PR e a Missão jesuítica guarani de San Cosme e San Damián e Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez, no Paraguai.
Além de desenvolver e dar apoio às atividades científico-culturais e às de pesquisas relacionadas à Astronomia e ciências afins, a Associação Apontador de Estrelas tem pela frente o grande desafio de viabilizar a construção, manutenção e gestão do Parque Astronômico Galileu, estrutura esta que terá por objetivo fomentar os fundamentos e estudos da astronomia observacional e melhorar o conhecimento das ciências naturais e afins.
O Parque Astronômico Galileu, cuja proposta é integrar observatório astronômico, planetário, museu de ciências, salas de conferência e multiuso, área administrativa, laboratórios internos e externos, espaço de convivência e contorno verde, tem como finalidade de propiciar aos estudantes e comunidade da região oeste de Santa Catarina um espaço de formação acerca das ciências da natureza e tecnologia, de desenvolvimento cultural e de tornar-se uma referência turística para que também pessoas de outras regiões possam desfrutar do que ali se propõe apresentar.
A programação completa do evento no dia 21 de outubro segue abaixo:
20h – Palestra “Espaços de ciência: cultura, turismo e cidadania”
20h45min – Apresentação Projeto Parque Astronômico Galileu
21h15min – Intervalo (Coffee Break)
21h30min – Assembleia de fundação da Associação Apontador de Estrelas
Outras informações podem ser obtidas através do blog http://apontadordeestrelas.blogspot.com.br/ ou pelo e-mail apontador.estrela@gmail.com.





quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Programa de extensão é apresentado no 3° SEPE

O programa de extensão Melhoria da qualidade do ensino/aprendizagem de ciências exatas na região oeste de Santa Catarina foi apresentado na forma de pôster estendido durante o 3° Seminário de Ensino, Pesquisa e Extensão do CEO/UDESC, na tarde do dia 25 de setembro de 2013.

Algumas fotos do evento encontram-se logo abaixo.





quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Terra será habitável por pelo menos mais 1,75 bilhão de anos

As condições que fazem com que o planeta Terra seja habitável durarão, pelo menos, outro 1,75 bilhão de anos, segundo um estudo realizado por cientistas da universidade inglesa de East Anglia.
A quantidade de tempo habitável de um planeta é relevante pois revela dados sobre a possibilidade de evolução da vida complexa. Foto: Nasa / Divulgação

A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira pela revista Astrobiology, revela o tempo de habitabilidade da Terra com base na distância para o sol e nas temperaturas que possibilitam que o planeta tenha água líquida. 

A equipe de cientistas observou as estrelas na busca de inspiração e usaram alguns planetas recentemente descobertos fora de nosso sistema solar (exoplanetas) como exemplos para calibrar seu potencial para abrigar vida. 

O responsável pelo estudo, Andrew Rushby, da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, explicou que foi utilizado "o conceito de zona habitável para fazer estimativas", ou seja, "a distância de um planeta em relação a sua estrela que faz com que as temperaturas sejam propícias para ter água líquida na superfície". 

"Usamos os modelos de evolução estelar para calcular o final da vida habitável de um planeta, determinando quando deixará de estar na zona habitável", disse Rushby. 

A equipe de cientistas considerou "que a Terra deixará de ser habitável em algum momento dentro de 1,750 bilhão e 3,250 bilhões de anos". 

"Passado este ponto, a Terra estará na zona quente do sol, com temperaturas tão altas que os mares se evaporarão. Acontece um evento de extinção catastrófica e terminal para toda a vida", raciocinou. 

O responsável pela pesquisa acrescentou que "certamente, as condições dos seres humanos e de outras formas de vida complexas se tornarão impossíveis muito antes", algo que, segundo disse, "está acelerando a mudança climática" gerada pelo homem. 

"Os humanos teriam dificuldades inclusive com um pequeno aumento na temperatura e, perto do final, somente os micróbios em alguns nichos ambientais seriam capazes de suportar o calor", explicou. 

Rushby disse que ao olhar para o passado "uma quantidade similar de tempo, sabemos que houve vida celular na terra" e deu como exemplo que "tivemos insetos há 400 milhões de anos, dinossauros há 300 milhões e plantas com flor há 130 milhões de anos". 

"Anatomicamente, os seres humanos só existiram durante os últimos 200 mil anos, por isso que se vê que é preciso muitíssimo tempo para que se desenvolva a vida inteligente", disse. 

A quantidade de tempo habitável de um planeta é relevante pois revela dados sobre a possibilidade de evolução da vida complexa, "que é a que provavelmente mais requeira de um período de condições de habitabilidade". 

"A medição de habitabilidade é útil porque nos permite investigar a possibilidade de que outros planetas abriguem vida e para entender que a etapa da vida pode estar em outro lugar da galáxia", segundo explicou Rushby. 

Os astrônomos identificaram quase mil planetas fora do sistema solar, alguns dos quais foram analisados por estes especialistas, que estudaram a natureza evolutiva da habitabilidade planetária sobre o tempo astronômico e geológico. 

"Comparamos a Terra com oito planetas que estão atualmente em sua fase habitável, incluindo Marte. Descobrimos que os planetas que orbitam estrelas de massa menor tendem a ter zonas de vida mais habitáveis", acrescentou.

Fonte: Astronews - Notícias de astronomia

domingo, 15 de setembro de 2013

Apontadores de Estrelas visitam San Cosme e San Damián no Paraguai

O Apontador de Estrelas - Grupo de Astronomia do Oeste Catarinense promoveu nos dias 7, 8 e 9 de setembro visita a missão jesuítica guarani de San Cosme e San Damián, no Paraguai.

Nesta missão, dedicada ao estudo da Astronomia, está localizado o Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez, dedicado a divulgação da astronomia construída pelos indígenas guaranis que viviam na região.

A missão foi fundada em 1632. Em San Cosme e San Damián, o padre jesuíta Buenaventura Suárez observou o céu, estudando em especial a ocorrência de eclipses solares e lunares, tendo escrito entre os anos de 1720 e 1743 um livro de cerca de 200 páginas, denominado Lunário de um Século, onde apresenta as fases da lua e a ocorrência de eclipses lunares e solares ao longo de 101 anos, de 1740 a 1840. Também estudou a astronomia dos guaranis.

O Centro de Interpretação Astronômica conta com planetário, observatório astronômico, sala de pesquisadores, sala de leitura e biblioteca e estação meteorológica. 

San Cosme e San Damián conta ainda com ruínas restauradas da época da missão jesuítica, com igreja, conjunto do colégio, casa dos indígenas e praça.

Algumas fotos podem ser vistas no blog http://apontadordeestrelas.blogspot.com.br/.