domingo, 8 de setembro de 2013

Fenômeno astronômico permite ver planeta Vênus próximo da Lua

Um fenômeno astronômico pode ser acompanhado na noite deste domingo (8) em algumas cidades do Brasil e já foi presenciado em outras partes do mundo: a conjunção do planeta Vênus com a Lua Crescente.

O evento, cuja visibilidade se estende da Argentina até o sul de Santa Catarina, é privilegiado pelo período em que ocorre. A Lua está em fase nova, com apenas 12% de sua face iluminada pelo sol, e Vênus brilha como "um verdadeiro farol de coloração branca intensa", segundo o físico e astrônomo Luiz Augusto da Silva, professor da Unidade de Ciências Exatas e Tecnológicas da Unisinos.

O técnico do Laboratório de Astronomia da Faculdade de Física da PUCRS, Marcelo Bruckmann, destaca que a Lua está nos primeiros dias da fase nova, o que confere mais plasticidade ao fenômeno visto da Terra.

Vênus vai desaparecer na luz suave do contorno do satélite, que é a luz cinérea, a luz solar que a Terra reflete e ilumina a superfície lunar - explica.

Observadores no norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina poderão assistir, a olho nu, à ocultação rasante de Vênus, que parecerá raspar a borda do satélite.

Além da Lua e de Vênus, o show do céu será complementado pelos planetas Mercúrio e de Saturno e, abaixo da Lua, pela estrela Espiga - astro pertencente à constelação de Virgem e que representa o Estado do Pará na bandeira nacional.

Ocultação de Vênus pela Lua é vista em Porto Alegre (Foto: Ricardo Fabrello/Futura Press/Estadão Conteúdo )Conjunção entre o planeta Vênus e a Lua Crescente é vista no céu em Porto Alegre (Foto: Ricardo Fabrello/Futura Press/Estadão Conteúdo )

Fonte: G1 e Zero Hora







segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cientista sugere que vida começou em Marte antes de chegar à Terra


Imagem mostra cratera em Marte. Foto: EFE
Um estudo apresentado em uma conferência científica sugere que a vida pode ter começado em Marte antes de chegar à Terra. A teoria foi apresentada pelo químico Steven Benner, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Westheimer (EUA), em na Conferência de Goldschmidt, em Florença, na Itália. 

A forma como átomos se juntaram pela primeira vez para formar os três componentes moleculares dos seres vivos - RNA, DNA e proteínas - sempre foi alvo de especulação acadêmica. 

As moléculas não são as mais complexas que aparecem na natureza, ainda assim não se sabe como elas surgiram. Acredita-se que o RNA (ácido ribonucleico) foi o primeiro a surgir na Terra, há mais de três bilhões de anos. 

Uma possibilidade para a formação do RNA a partir de átomos, como carbono, seria o uso de energia (calor ou luz). No entanto, isso produz apenas alcatrão. 

Para criação do RNA, os átomos precisam ser alinhados de forma especial em superfícies cristalinas de minerais. Mas esses minerais teriam se dissolvido nos oceanos da Terra naquela época. 

Benner diz que esses minerais eram abundantes em Marte. Ele sugere que a vida teria surgido primeiro em Marte, seguindo para a Terra em meteoritos. 

Na conferência em Florença, o cientista apresentou resultados sugerindo que minerais que contém elementos como boro e molibdênio são fundamentais na formação da vida a partir dos átomos. 

Ele diz que os minerais de boro ajudam na criação de aros de carboidrato, gerando químicos que são posteriormente realinhados pelo molibdênio. Assim surge o RNA. O ambiente da Terra, nos primeiros anos do planeta, seria hostil aos minerais de boro e ao molibdênio. 

"É apenas quando o molibdênio se torna altamente oxidado que ele é capaz de influenciar na formação da vida", diz Benner. "Esta forma de molibdênio não existira na Terra quando a vida surgiu, porque há três bilhões de anos a Terra tinha muito pouco oxigênio. Mas Marte tinha bastante." 

Segundo ele, isso é "outro sinal que torna mais provável que a vida na Terra tenha chegado por um meteorito que veio de Marte, em vez de surgido no nosso planeta". 

Outro fator que reforçaria a tese é o clima seco de Marte, mais propício para o surgimento de vida. "As evidências parecem estar indicando que somos todos marcianos, na verdade, e que a vida veio de Marte à Terra em uma rocha", disse Benner à BBC. 

"Por sorte, acabamos aqui - já que a Terra certamente é o melhor entre os dois planetas para sustentar vida. Se nossos hipotéticos ancestrais marcianos tivessem ficado no seu planeta, talvez nós não tivéssemos uma história para contar hoje."

Fonte: Astronews - Notícias de Astronomia

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Se o Universo é infinito como está se expandindo?


Os astrônomos afirmam que o Universo está se expandindo a partir de medições da distância das galáxias, que está aumentando. Os cálculos são feitos a partir do desvio para o espectro vermelho dos comprimentos de onda: à medida que as galáxias se afastam, os comprimentos de onda da luz tornam-se maiores e as linhas do espectro se deslocam para a extremidade vermelha. Mesmo sem provas definitivas, a teoria mais aceita é que o cosmos é infinito, pois não conseguimos medir o seu tamanho. Além disso, diz o físico Antonio Kanaan, professor na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), "as evidências da cosmologia observacional nos fazem crer que o Universo é plano, isto é, não tem curvatura" e nem se fecha em uma esfera 

Mesmo o Universo abrigando cerca de 10 trilhões de estrelas, calculam os astrônomos, nem todas estão "brilhando" para todas as direções. Muitas não estão lá, tampouco. Segundo medições do telescópio espacial Fermi, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), as primeiras estrelas surgiram cerca de 400 milhões de anos depois do Big Bang, explosão que deu origem ao cosmos há mais de 13,7 bilhões de anos.

E como a luz desses corpos leva um tempo para viajar através do espaço, quando os cientistas apontam seus telescópios, eles correm o risco de não enxergar as estrelas, simplesmente porque elas ainda não evoluíram. Ou seja, eles podem ter vasculhado um pedaço do céu muito longe, sem formação estelar. 

Além disso, essas estrelas mais distantes se afastam de nós devido à expansão do Universo, como postula o efeito doppler - o mesmo fenômeno que explica o porquê de o som da sirene ficar mais fraco à medida que a ambulância se afasta.

Isto é, quanto mais longe elas estão de nós, mais rápido elas se afastam, ficando cada vez mais "vermelhas". Ao ponto de, quando estão muito "vermelhas", a luz dessas pioneiras, assim como ocorre com a radiação cósmica que tomou o espaço com o Big Bang, é deslocada para o infravermelho , espectro que não é visível aos olhos humanos. Por isso, apesar de o Universo não feito de trevas, ele aparenta ser uma escuridão sem fim. 


Fonte: Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), ESA (Agência Espacial Europeia) e série MinutePhysics, do físico Henry Reich.

Página do  Facebook: Além do Sistema Solar

domingo, 25 de agosto de 2013

Lista das pessoas selecionadas para o curso de extensão Astronomia e Astronáutica para a Comunidade 2013

Foram selecionadas 45 pessoas inscritas para o curso de extensão Astronomia e Astronáutica para a Comunidade 2013. Aqueles que ficaram na suplência devem aguardar algum comunicado de desistência para que possam se integrar ao curso.

A lista de selecionados ao curso, que inicia na próxima quinta-feira, dia 29 de agosto, às 19h30min, encontra-se abaixo. A lista de suplentes é apresentada na seqüência.

Lista de cursistas selecionados:

Agner Vinicius Particheli
Álvaro Duarte
Ana Claudia Muller Machado
André Hilgert
Andréia Mascarello
Antonio Carlos Baldissera
Camila Engler
Carla Luiza Schons
Daniela Huning
Darlan Peres Mendes
Deyse Huning
Eveline Borges
Eweline Elen Trojan
Gabriela de Oliveira
Grégory Joaquim Cardoso
Greisi Aline de Azeredo
Guilherme Albino Pasqualotto
Guiomar Fernando Canei Baccin
Jacson Donatti
Janaí Jucéia de Oliveira Trindade
Januska Januskevicius
Jonas Bollis
Josias Antonio Mascarello
Kaled Weirich Oro
KALY STELA RAUBER POLETTO
Leonan Chiele Particheli
Liara R. V. dos Santos
Lidiane Iczak
LUCIMARA PRISCILA BUBLITZ    
Mari Claudia Weirich
Maria Regina da Rosa Souza
Maria Tereza M. Semprebom
Marina Girolimetto
Maurício V. Gomes
Maykon Antonio Bazi
MONIQUE MORONI
Odinei Luiz Bernardi
Pablo Rodrigo Semprebom
Ricardo Garmus
Rodrigo Alves Madruga
Roveli de Lima
Sílvia Lúcia Borowicc
SIRLEI LANZARINI
Vagner Canei
William Xavier de Almeida


Lista de suplentes:

Aline de Oliveira
Andreia Padilha de Oliveira
Ariel Moravski Deitos
Cecilia Wisnievski
Darah Ligia Marchiori
Fábio Braga Villa Sanches
Fabio Denis Klimek de Menezes 
Ismael Villanova Guimaraes
Jackson Zamberlan de Souza Branco
Juliana Elizabeth Foschera
JULIO CESAR ROSA
Letícia Marcon
Mayron Armando Dotto Fontana
Neuro Selvino de Souza Branco
PRISCILA ALINE FOSCHERA
Rafael Demarco de Castro 
Roberta tainara morais da silva
Rodrigo Magnabosco de Oliveira
Sival Francisco de Oliveira Junior


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Curso gratuito de Astronomia e Astronáutica da Udesc Oeste tem procura elevada

Cerca de 70 pessoas se inscreveram para participar do curso de extensão gratuito de Astronomia e Astronáutica oferecido em Chapecó pelo Centro de Educação Superior do Oeste (CEO), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

O curso começa na próxima quinta-feira, 29, com duração de três meses e tem 40 vagas. A seleção será feita com base na idade, escolaridade e ordem de inscrição.

Com aulas noturnas às quintas-feiras, das 19h30 às 22h30, no prédio da universidade no centro da cidade, o curso é uma iniciativa do projeto de extensão Espaço Astronomia, mantido pela Udesc em Pinhalzinho, e é voltado à comunidade interessada em conhecer com detalhes a ciência que procura entender o céu e o espaço.

As aulas vão abordar os seguintes temas: sistema solar, estrelas, galáxias, universo, exploração do espaço, programa espacial brasileiro, satélites, plataformas espaciais, veículos lançadores de satélites, sensoriamento remoto e meteorologia.

O curso será ministrado pelo professor de Engenharia de Alimentos Daniel Iunes Raimann. Formado em Física, ele tem Doutorado em Astronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é efetivo da Udesc desde 2005. 

Além das disciplinas teóricas, haverá também aulas práticas, como a observação do céu com telescópio e a construção de foguetes no campo do Bairro Belvedere. O telescópio da Udesc mede oito polegadas, é de tamanho médio e pode ser transportado.

Segundo Raimann, "os que não forem selecionadas ficarão aguardando possíveis desistências ou então terão de esperar o próximo curso para fazer nova inscrição". Ele lembra que a procura pelo curso sempre foi elevada. "Esta é a quarta edição e sempre sobram candidatos", ressalta.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Astrônomos descobrem planeta cor-de-rosa


Denominado GJ 504b, o novo planeta é o de menor massa já descoberto com o uso de imagens, e orbita uma estrela parecida com o Sol




Concepção artística do planeta GJ 504b que, segundo pesquisadores, tem cor de flores de cerejeira e magenta (NASA's Goddard Space Flight Center/S. Wiessinger)


Um planeta cor-de-rosa, que orbita uma estrela parecida com o Sol, foi descoberto por uma equipe internacional de astrônomos. Denominado GJ 504b, o corpo celeste tem quatro vezes a massa e aproximadamente o mesmo tamanho de Júpiter, e é o planeta de menor massa já descoberto com o uso de imagens — foi utilizado o Telescópio Subaru, localizado no Havaí.


“Se pudéssemos viajar para esse planeta, veríamos um mundo ainda brilhando com o calor de sua formação, com uma cor que lembra flores de cerejeira, um magenta escuro”, afirma Michael McElwain, pesquisador do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, em Maryland, Estados Unidos, que participou da descoberta.


A estrela ao redor da qual o planeta orbita, denominada GJ 504, é um pouco mais quente do que o Sol, e pode ser vista a olho nu, na constelação de Virgem. Os pesquisadores estimam que esse sistema (estrela e planeta) tenha 160 milhões de anos de idade, o que o torna jovem — estima-se que o nosso sistema solar tenha se formando há 4,5 bilhões de anos.


Sistemas solares jovens são alvos interessantes para estudos de imagem, porque seus planetas ainda não perderam muito do calor de sua formação, o que melhora a visibilidade. “O Sol está por volta da metade de sua vida de produção de energia. Estudar esses sistemas é como ver o nosso próprio sistema solar quando jovem”, diz McElwain.


Fonte: Revista VEJA

Mais informações: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/astronomos-descobrem-planeta-cor-der-rosa

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Curso de extensão “Astronomia e Astronáutica para a comunidade” em Chapecó

Estão abertas as inscrições para o curso de extensão Astronomia e Astronáutica para a comunidade 2013, para pessoas interessadas em conhecer essas ciências, que procuram entender o céu e o espaço. É um curso gratuito, presencial, aberto a todas pessoas da comunidade e certificado pela UDESC. Terá carga horária total de 40 aulas hora, sendo efetivadas através de encontros semanais, às quintas-feiras a noite (das 19h30min às 22h30min), com início no dia 29 de agosto e término previsto para 28 de novembro, na rua Benjamin Constant, 164D, centro de Chapecó. Serão abordados os temas sistema solar, estrelas, galáxias, universo, exploração do espaço, programa espacial brasileiro, satélites, plataformas espaciais, veículos lançadores de satélites, sensoriamento remoto e meteorologia. Também serão realizadas atividades práticas, como a observação do céu com o telescópio e a construção de foguetes didáticos. As inscrições devem ser realizadas até o dia 16 de agosto, via e-mail, para espaco_astro_udesc@yahoo.com.br, com o nome, idade, profissão, telefone e endereço.